A Reserva: Há Vida Nova na Fábrica
Ainda nem cruzámos o portão, e já tudo à volta é acalmia. A brisa que roça o rosto é como que um convite à entrada e parece sussurrar-nos ao ouvido sim, é por aí. O verde, que se mistura com a cor do sol dos edifícios, enquadra o espaço que nos serve de abrigo, como se um novo mundo, mágico e fantástico estivesse mesmo ali, à nossa espera.
A Fábrica da Pólvora existe desde há muito e quem vive no Concelho de Oeiras sabe que é ali que encontra o lugar onde o tempo nos deixa não pensar nele. Como se os ponteiros do relógio não andassem mais do que um minuto para a frente. Para logo depois andarem não mais de um minuto para trás. E permanecessem assim, embalados pelo canto dos pássaros e o pulsar da ribeira.
Neste lugar, onde o tempo parece ter parado sem deixar de se transformar, nasceu uma nova vida. Cresceu um espaço onde cada pensamento vale por si só, mas vale ainda mais em comunhão com os outros.
A Reserva. Núcleo de ideias e artes. Centro de partilha e de empreendedorismo. Um laboratório vivo de criatividade.
Os edifícios da Fábrica acolheram A Reserva desde o início do ano e assistem agora ao borbulhar de novas ideias que crescem todos os dias. Ali convivem diariamente os Residentes d’A Reserva, que encontraram neste abrigo novo sopro de vida. As telas em branco ganham cor, e os objectos, antes encarados como perdidos, emanam agora a luz que nunca perderam; os passos de dança ressoam no soalho, enquanto o coro, que se faz em silêncio, canta as canções que o coração ouve; os livros declamam histórias e, assim, com cada uma das partes se abriga o todo.
Aos Residentes juntam-se, de quando em vez, os Programadores, para oferecer a quem vista o espaço novas formas de pensamento, novos rumos, novos desafios.
Neste tempo, em que as ideias parecem andar soltas por aí, A Reserva é o lugar onde se preservam. E onde floresce o que cada um tem de melhor para dar.
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