Miguel Eleito o Pai Mais Brincalhão
Pai, és a minha segunda mãe!
(esta só nós, e poucos mais, é que percebemos!). E o que eu acho graça a esta
frase!
Andámos aqui, eu e a mãe, a ver a
melhor forma de fazer isto. Certo era que tinhas também tu que ter um jornal. Só
faltava decidir como fazê-lo. Vacilámos entre só texto e um desenho dos meus.
Mas como já te fiz um desenho na escola para o Dia do Pai, achámos que se
calhar eram desenhos a mais, e optámos só pelo texto.
Elegi-te o Pai mais Brincalhão. Porque
és mesmo! Gosto muito quando me dás banho e fazes muitas brincadeiras, como
aquela da «máquina de lavar» quando me secas o cabelo com a toalha; gosto quando
me levas à escola no teu carro e vais sempre a fazer palhaçadas; quando fazemos
corridas, tu no teu skate e eu na
minha bicicleta; gosto de te ajudar a preparar o jantar, porque me ensinas como
se faz. És divertido e bem disposto e
fazes-me rir muito!
Eu sei que tu foste o primeiro a
perceber que eu vinha aí. Quando a mãe ainda tinha dúvidas, tu tinhas certezas.
E talvez tenha sido por isso que a mãe deixou que fosses tu a escolher o meu
nome. Daniela. O teu nome de eleição. Eu gosto muito do meu nome, escolheste
muito bem!
Pai, hoje que é um dia especial
porque é o dia do pai, e eu quero-te dizer que és o melhor de todos os pais. Eu
sei que às vezes sou um bocadinho injusta contigo, porque não te dou os mimos
todos que tu mereces. Mas não é por mal, eu sou mesmo assim, sabes?
Quando eu era pequenina, e ficava
sozinha contigo, tu mudavas-me a fralda, davas-me banho, davas-me de comer e
acima de tudo davas-me os carinhos todos que eu precisava. Quando a mãe estava,
ela tratava de mim e tu tratavas de nós. Ainda hoje é assim, não é Pai?
Lembras-te, da primeira vez que
fomos de férias para a praia? Eu acho que tinha cinco ou seis meses. Tu
carregavas com tudo do carro até à areia: chapéus, toalhas, sacos com as minhas
coisas. E a mãe só tinha que me levar ao colo. A mãe ria-se muito com isto. Eu
na altura não percebia porquê, mas agora já percebo. Nós as duas íamos
ligeirinhas a ver a paisagem e tu carregavas com tudo. Não era justo!
Há uma coisa de que não me
esqueço, a mãe também não, e que é muito importante, porque demonstra bem como
és um pai especial. Quando eu entrei para a escola, tive alguma dificuldade em
adaptar-me. Não à escola em si, mas às rotinas. Aos horários. E por isso
chegava a casa sempre muito cansada, e durante uns dias fiz muitas birras.
Foste tu quem percebeu como resolver isso da melhor forma. Indo buscar-me à
escola mais cedo, dando-me banho e preparando-me o jantar com calma. Assim eu
consegui entrar no ritmo e as birras passaram. Obrigada, Pai, por teres
percebido que eu só precisava de mais um bocadinho de carinho e atenção.
Quando eu crescer, vou continuar
a querer brincar muito contigo, mesmo quando já fores velhinho.
Pai, para mim tu és muito
querido, fofinho e brincalhão.
Gosto de ti até ao infinito!
Parabéns, Pai!
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