Este é o Meu Sorriso

    Nada é mais irónico do que o destino. Nasci em Luanda, no dia 13 de Junho, mas não seria Luanda que me veria crescer. Quem sabe se num prenúncio do que viria a ser a minha vida, nasci no dia de Santo António, padroeiro da cidade de Lisboa, essa sim, cidade que teve o privilégio de me acolher desde cedo e onde permaneci até hoje.

    Não sei se também por influência do Santo, se da tradição festiva em honra do mesmo, tornei-me uma apreciadora de bons momentos. E agarro-os a todos de sorriso rasgado. Posso dizer que sou uma pessoa positiva, crente de que o dia de amanhã trará sempre um Sol ainda mais luminoso (o que às vezes não é difícil!). Há quem diga que esta minha fé contagia quem me rodeia, e, se assim fôr, eu fico feliz. Nada de bom vale a pena se não servir para partilhar.

    Sou, acima de todas as coisas, mãe. Mãe de três filhos que me trouxeram, cada um à sua maneira, a certeza de que nada faz sentido sem estes laços que nos unem. Descobri, com a chegada de cada um deles, que o amor não é coisa que se divide. Multiplica-se. E ganha força de cada vez que um coração que é nosso, nos bate fora do peito.

    Admito que, às vezes, transporto este meu lado “maternal” para as relações que tenho com pessoas do meu tamanho (um pouco maiores na verdade!). Nalguns casos faço-o com a genuína convicção de que posso, de algum modo, ser um ponto de equilíbrio. Noutros, confesso, é mais forte que eu! E saio numa tentativa inglória de tentar educar em adulto quem não foi educado em criança.

    Há alturas em que penso que me vem no sangue esta vontade de ensinar o “mundo”. De mostrar aos meus filhos como funciona tudo o que nos rodeia, das coisas mais simples às mais complexas. De lhes fazer ver que em cada canto há algo de surpreendente para descobrir, para conhecer. Que somos nós os donos dos nossos sorrisos.

    Esta Sou Eu. Mãe por amor e convicção. Amiga por inteiro, genuína e presente.

  Esta Sou Eu. Uma apaixonada por música. A começar pela “música dos monstros”, a minha companhia quando não sou boa companhia. Uma autodidacta, também do inglês, que aprendi ao traduzir as músicas que me apaixonavam, me emocionavam e me faziam sonhar.

    Esta Sou Eu. E o meu sorriso é para a Vida!

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